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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

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PETROBRAS: Patrimônio de todos os brasileiros, um legado trabalhista




Acompanhamos todos os dias na TV e nas redes sociais os desdobramentos da Operação Lava Jato da Polícia Federal, que está desvendando um complexo esquema de corrupção na maior estatal brasileira, a PETROBRAS. A grande mídia é, historicamente, golpista, não há dúvida, mas não estamos alienados dos fatos. As investigações da citada operação da PF trazem à população os nomes de empresas, partidos e políticos. Nós, Juventude Socialista, trazemos por meio deste manifesto, um veemente e convicto repúdio a este escândalo que envolve um dos legados do governo trabalhista de Getúlio Vargas.
Temos clara consciência da importância da Petrobras no desenvolvimento e na história do Brasil. A empresa não é apenas a obra de Vargas, mas também de todo povo brasileiro que saiu às ruas e ergueu a bandeira do “Petróleo é Nosso” com o mais puro sentimento de defesa das riquezas nacionais. Criada pela Lei nº 2004, cujo projeto é de autoria do senador Alberto Pasqualini, no segundo governo Vargas (1951-1954), a Petrobrás reflete o projeto de nação independente e soberana que o trabalhismo defende. Em pouco tempo de atividade, se tornou um verdadeiro patrimônio de todos os brasileiros. Nem mesmo a sombria ditadura, instalada em 1964 sob a tutela do imperialismo, conseguiu desmontar a nossa Petrobras. A empresa continou com o monopólio do petróleo, bem como sua extração, refino e transporte.
Com o fim dos “anos de chumbo” e com a transição conservadora para a democracia, a “onda neoliberal” chegou com a seguinte máxima: “estado menos, mercado mais”. Neste sentido, a prioridade dos governos deveria ser a privatização das empresas estatais, que segundo uma lógica perversa e espoliativa, seriam empresas que só tornavam o estado “pesado”, “lento” e “burocratizado”.
Em 1997, o governo FHC, do PSDB, sancionou a Lei nº 9478 em prol das forças neoliberais. Por esta “nova lei do petróleo”, que revogou a Lei nº 2004, empresas privadas poderiam atuar nas diversas áreas da cadeia produtiva do petróleo (extração, refino e transporte). A lógica desta lei era simples: se não se podia privatizar totalmente um patrimônio público dos brasileiros, pode-se colocar a iniciativa privada no porcesso, gerando lucros para os capitalistas e não para o país como um todo. O PSDB e seu presidente FHC passaram para nossa história como lacaios, servis, fracos e entreguistas a favor do neoliberalismo.
Nos últimos 10 anos o governo do PT consolidou este modelo de neoliberalismo no Brasil. O modelo do PSDB foi intensificado e aperfeiçoado com os govrnos Lula e Dilma. Mesmo tendo influência no legislativo federal, o PT não conseguiu reverter as privatizações. Mas foi além. Se mostrou extremamente conivente com os esquemas esdrúxulos de corrupção que envolvem a Petrobras. Ao invés de atacarem o problema, preferem sempre jogar com a estratégia mediocre “o esquema surgiu no governo anterior”. Sabemos o quão nocivo foi o governo FHC/PSDB para o patrimônio nacional, mas também temos consciência que simplesmente dizer que “não sabia de nada” também é nocivo e extremamente vil. As investigações apontam claramente o envolvimento de partidos e políticos. Que sejam punidos a partir da legislação vigente.
A Juventude Socialista do PDT de Porto Alegre, não poderia ficar calada neste momento. Enquanto trabalhistas temos a obrigação de bradar em defesa de uma Petrobras livre de esquemas de corrupção. Uma empresa verdadeiramente pública preocupada com o desenvolvimento humano e social, cujos lucros não sejam revertidos para os bolsos de um punhado de empresários capitalistas corruptos, mas sim que sejam revertidos para a educação nacional, construíndo universidades, qualificando o ensino básico e os professores de todo país. Que a Petrobras seja usada para programas de saúde pública que evitem as filas e as longas esperas em hospitais e nos postos de saúde. Estamos e continuaremos firmes em nossos objetivos. Defenderemos com vigor e audácia nosso patrimônio nacional.


A PETROBRAS É NOSSA!!!




"Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate."

(Getúlio Vargas - Carta Testamento, 1954)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

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NOTA DE REPÚDIO

A Juventude Socialista PDT de Porto Alegre reproduz aqui a NOTA DE REPÚDIO da JS estadual sobre a votação das aposentadorias dos deputados estaduais.


NOTA DE REPÚDIO

A Juventude Socialista do PDT manifesta sua posição contrária e reafirma suas convicções de não compactuar com a posição dos nossos deputados estaduais que votaram a favor da aposentadoria especial, legislando em causa própria. O nosso partido sempre foi de vanguarda, lutando pelos interesses do povo trabalhador e nunca se curvou aos privilégios de qualquer categoria, em especial a “classe política”.

Vivemos em uma sociedade diariamente surpreendida pelos escândalos e denúncias de corrupção, que invariavelmente atingem o meio político, duramente questionado pela sua atuação. Este projeto vem na contramão daquilo que a sociedade espera dos seus representantes, uma vez que não constou das plataformas eleitorais anunciadas pelos nossos candidatos, não tramitou nos espaços constituídos do Legislativo e ganha diversos questionamentos legais e constitucionais. A sociedade, em número expressivo ausente do processo eleitoral, conforme apontam as abstenções e votos nulos, sinaliza o seu distanciamento dos espaços de representação, o que é grave para a nossa democracia. Propostas que não representam a vontade popular em nada contribuem para o debate político.

Juventude Socialista do PDT/RS







sexta-feira, 17 de outubro de 2014

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Juventude lança Manifesto sobre as eleições e convoca militância para a ESQUERDIZAÇÃO do partido.





MANIFESTO DA JSPDT de PORTO ALEGRE SOBRE AS ELEIÇÕES DE 2014


Neste ano de 2014, lembramos os 10 anos da morte de nosso maior líder e inspirador: Leonel de Moura Brizola. Quantos políticos, militantes e dirigentes partidários proferiram o seu nome e se comprometeram em manter seu legado? 

É com uma grande lástima que concluímos que setores do PDT estão se tornando cada vez mais conservadores. As alianças descomprometidas com as nossas bandeiras demonstram o nosso retrocesso ideológico.
Alguns candidatos falaram sobre incentivos fiscais a grandes empresas, em mais polícia nas ruas, em educação de tempo integral de forma genérica e pouco objetiva. Pouco, ou nada, foi falado em favor da reforma agrária e da reforma urbana. Pouco, ou nada, foi falado a favor das ocupações e contra a especulação imobiliária. Pouco, ou nada, foi falado sobre ampliar e reestruturar a UERGS. Sequer foi questionado o oligopólio midiático. O que há com nossos candidatos? Eles têm medo de defender o trabalhismo de esquerda?
Os partidos coligados com o PDT do Rio Grande do Sul tinham os seus candidatos a presidência, e nós nos mantivemos omissos. Ainda por cima, tivemos que engolir as manifestações do nosso candidato Vieira da Cunha apoiando a “nova direita” de Marina Silva. Para carregar o legado de Brizola é preciso ir além do pragmatismo eleitoreiro, sem submeter o nosso projeto trabalhista a uma coligação conservadora. Brizola nunca submeteu o primado do critério ideológico às conveniências pragmáticas e imediatistas.
O senador eleito no Rio Grande do Sul pelo PDT representa a elite conservadora e envergonha a nossa história. Lasier Martins passou mais de 30 anos desqualificando a construção política na televisão, e mesmo afirmando que não deve nada a RBS, o seu discurso mostrou o quanto é ideologicamente servil a famigerada empresa. O PDT pegou carona na sua visibilidade midiática, mas a sua candidatura não representou, nem de longe, o trabalhismo, e, ainda que vitoriosa, foi exclusivamente midiática e totalmente desvinculada da história do nosso partido. Nosso projeto está definido nas cartas de Lisboa, de Mendes e de São Paulo, está definido no manifesto e no programa do PDT – é a ele que devemos nos agarrar e por isso o Senador Lasier Martins não nos representa.
Sabemos muito bem que nosso partido foi pensado e estruturado por Brizola. Nosso líder, inclusive, chegou a agregar no PDT muitos políticos conservadores. Mas enquanto Brizola era vivo, eles se mantinham fiéis as orientações partidárias. Nos 10 anos da morte de Leonel Brizola é preciso tomar medidas radicais contra o pragmatismo e o conservadorismo de alguns quadros de nosso partido. Não se pode mais aceitar a alienação ideológica de alguns quadros pedetistas. A Juventude Socialista sofre neste processo, pois enquanto tentamos defender os princípios socialistas e trabalhistas, estes quadros surgem com discursos reacionários e conservadores. Precisamos retomar o nosso partido na base dos movimentos sociais e por isso iniciaremos um movimento de ESQUERDIZAÇÃO do PDT.

VIVA O TRABALHISMO DE ESQUERDA!