Mostrando postagens com marcador Folha Trabalhista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Folha Trabalhista. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de janeiro de 2015

0

FOLHA TRABALHISTA - janeiro de 2015





#DemocratizacaoDaMidiaJa

Guilherme Holtz*

"Não reconheço a Globo autoridade em matéria de liberdade de imprensa e basta para isso olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou o nosso país". - Leonel Brizola, 1994 - Trecho do Direito de Resposta no Jornal Nacional.

Leonel Brizola, líder, idealizador e fundador do PDT ao qual com muito orgulho milito, sofreu diversas agressões por parte do Grupo Globo no período em que foi governador do Rio de Janeiro (83/87 e 91/94). Em 92, foi agredido de maneira intolerável sendo acusado de senilidade e de "declínio de saúde mental". Foi solicitado direito de resposta ao qual a Globo negou. Travou-se então uma batalha judicial pelo direito de resposta por dois anos, sendo julgado favorável a Brizola pelo STJ. Em 15 de março de 94, Cid Moreira a época ancora do Jornal Nacional, leu a resposta de Brizola em rede nacional em horário nobre!
Sou favorável à democratização da mídia, entre outros motivos, para que "Brizolas" diariamente agredidos pela opinião pública, não necessitem entrar na justiça e esperar dois anos por direito de resposta. Com a democratização da mídia o direito de resposta pode não necessitar de judicialização, passando a ser direito garantido das partes ofendidas e seu direito de resposta ser veiculado o mais rápido possível. Isso representaria um dos ápices da liberdade de expressão em nosso estado democrático de direito, justiça social e principalmente o protagonismo da sociedade nos meios de comunicação.

*Militante da Juventude Socialista - PDT - POA.


É PRECISO ACABAR COM OS OLIGOPÓLIOS MIDIÁTICOS 

Fábio Melo*

Os principais noticiários do Brasil destacaram nesta semana o ataque à sede do jornal satírico francês Charlie Hebdo. Os jornais do chamado “horário nobre”, como o Jornal Nacional da Globo, aproveitaram a oportunidade para destacar o papel da liberdade de imprensa. Mas quando os jornais da Globo e das demais redes de televisão brasileira falam em liberdade de imprensa estão MENTINDO, pois no Brasil ainda não há uma efetiva liberdade de imprensa; não houve até agora uma verdadeira democratização da mídia. Isso porque, ainda existe o oligopólio midiático (Globo, SBT, Band, Record), que passa para seus telespectadores a ideia de liberdade de imprensa como manutenção de seu controle, privilégios e manipulação de informações. Somente com o fim deste oligopólio que o Brasil vai ter sua verdadeira liberdade de imprensa.
É bem verdade, que a mídia não se restringe a TV. Nos dias atuais, a internet vem desempenhando um papel cada vez mais importante no que diz respeito ao acesso a informações. Mas é preciso ir mais além. A TV ainda tem uma grande influência na sociedade. 
Pense na seguinte situação. Imagine que você e mais alguns amigos tem uma grande ideia, e desejam transformar essa ideia em um programa de televisão com apoio do pessoal de sua rua ou bairro. Batem na porta da TV local e sabe o que vão ouvir? Vão ouvir que para ter um horário na grade de programação vocês precisam de uma grande quantia em dinheiro. E para conseguir esse dinheiro vocês terão que correr atrás de patrocínio. Ou seja, o que rege a mídia no Brasil são as leis do mercado. Quem tem mais dinheiro tem mais espaço. Isso não é nada democrático! 
É preciso pensar em uma grande reforma que possibilite a democratização completa da mídia e o fim dos oligopólios, que dominam nossas TVs desde a época da ditadura (1964-1985).

*Historiador e militante da esquerda trabalhista da Juventude Socialista de Porto Alegre.





sábado, 1 de novembro de 2014

0

FOLHA TRABALHISTA - novembro de 2014



RUMOS DA ESQUERDA TRABALHISTA

Fábio Melo*

Após uma tensa campanha eleitoral que deu a vitória a uma coalizão de centro-esquerda, com a aliança PT-PMDB, mas que também conta com o nosso PDT, é hora da Juventude Socialista-PDT de Porto Alegre pensar suas práticas e projetos políticos e apontar quais as prioridades, tanto para 2015 como para 2016, ano de eleições.
O ano de 2014 está quase no fim. A Juventude de Porto Alegre, deve ser a vanguarda partidária para a ESQUERDIZAÇÃO do PDT. Sendo assim, devemos manter contato com outros movimentos internos e externos ao partido. Escolas, cursinhos, ocupações, bairros e universidade são espaços que a JS deve ocupar, não só para agregar mas também para mostrar seu ponto de vista, seu projeto de nação e de Estado.
As bandeiras trabalhistas estão em vários discursos. Reforma Urbana, Agrária, Educacional são, historicamente, as bandeiras do trabalhismo desde a década de 1960. Agora, devemos construir a Reforma Política. É hora de mostrar que rumos seguiremos. Nossa Juventude Socialista estará na luta.

CONTAMOS COM VOCÊ!!!


* Historiador e militante da JS PDT de Porto Alegre



TRABALHISMO REVIGORADO

Ricardo Ferreira Poersch*

Nosso partido foi criado para ser um novo PTB. Um PTB moderno, que retomasse o legado de Vargas e reivindicasse as reformas que não puderam ser aplicadas por Jango. Brizola começou a formação do novo partido em 1979 e junto com Darcy Ribeiro e outros intelectuais adicionou ao antigo PTB um caráter mais socializante, distributivo e democrático.
Dado isto, queremos um PDT motivado, ativo e forte. Um PDT que saiba se posicionar no campo da esquerda.
Para competir ou compartilhar com força no campo da esquerda é preciso a retomada do partido em duas questões. A primeira é ser um partido organizado, relembrado de seus ideais, de suas propostas constantes na carta de Mendes. Que busque o modelo nacional desenvolvimentista, a reforma agrária, a reforma urbana, o desenvolvimento da indústria, a recuperação da malha ferroviária, a reforma tributária, a criação de conselhos populares, estimulando a democracia participativa.
Mas a modernidade partidária trouxe elementos novos. Para disputar ou mesmo compartilhar com força em possíveis coligações da esquerda é preciso que o PDT lute pelo turno integral. Mas não lute só por isso. Que lute também pela distribuição de renda, por uma política habitacional, pela distribuição do saneamento básico, pela saúde preventiva em bairros, pela defesa do trabalhador. O PDT precisa reafirmar que é também um partido de natureza social, só assim conseguira disputar ou coligar com força com o partido de esquerda hegemônico atual. A transmissão de idéias na política moderna tem novos aspectos, que são a mobilização de massas, a participação em movimentos sociais, a participação nas redes sociais, no desenvolvimento de um bom marketing político, envolvendo campanha na TV, no rádio e rua. Acho que o PDT pode melhorar nesses aspectos, não deixando de reconhecer também o papel importante da militância.

* Professor da rede municipal de Porto Alegre e membro da JS PDT


“IMPÕE-SE A NOSSA DEFESA CONSTANTE DOS POBRES CONTRA OS RICOS, AO LADO DOS OPRIMIDOS CONTRA OS PODEROSOS”
(Carta de Lisboa, 1979)




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

0

FOLHA TRABALHISTA - outubro de 2014



REFORMA PRA QUE(M)?

Douglas Rafael Duarte*

Os protestos de junho e julho de 2013 configuraram-se, talvez, no maior exemplo de mobilização espontânea da população brasileira em sua história recente. Ainda assim, a verdade é que quase tudo recaiu no nada. A falta de pautas específicas e de lideranças tornou as manifestações um tanto quanto estéreis. O que de melhor ficou foi uma pontinha de medo dospolíticos e o debate em torno da reforma política (real legado dos protestos).
Eu acredito que a reforma política virá, inevitavelmente. É questão de tempo (mais ou menos tempo). É um consenso entre os diversos grupos da sociedade a necessidade de modificar o atual modelo político, seja para realmente modernizar nossa democracia ou apenas acalmar os insatisfeitos. A grande questão é: tal reforma servirá a quem? A resposta dependerá essencialmente da nossa mobilização.
A influência da elite reacionária nacional na política fundamenta-se em três pilares principais: financiamento privado das campanhas (que transforma políticas em marionetes de empresários), mídia desregulamentada (“livre” para fazer o jogo da elite) e a impossibilidade de grupos organizados da sociedade exercerem uma democracia mais direta. Dentre o muito que precisa mudar, os grupos políticos das esquerdas devem unir-se, principalmente, para modificar estes três pontos, que estrangulam nossa democracia.
Devemos lutar por conquistas relacionadas ao modelo eleitoral e político. Somente com o fim das coligações, o fim do financiamento privado de campanhas, com a paridade no tempo da propagando eleitoral e com a radicalização da democracia direta e participativa, construiremos as bases (eleitorais e legislativas) para transformações mais profundas como as reformas agrária e tributária, mas principalmente a domesticação do cão raivoso da elite: a grande mídia. Caso contrário, não teremos reforma, mas apenas uma maquiagem constitucional para acobertar a manutenção dos privilégios da classe dominante.


*Bacharelando em jornalismo da UFPel e vice-presidente da JSPDT-Piratini.


REFORMA POLÍTICA:
aprofundamento do debate como forma de incusão democrática

Taylor de Aguiar*

A urgência de uma reforma política brasileira é cada vez mais evidente.
O debate está lançado. A sociedade começa a se conscientizar, graças às forças progressistas que lutam bravamente pela verdadeira democratização do país. A reforma do sistema político é um dos maiores passos em busca da cidadania. Mas, o que faz dela uma necessidade irremediável? É importante levantarmos questionamentos acerca das suas diretrizes mais centrais. A quem ela interessa (ou não interessa)? E, sobretudo, como será realizada e em quais moldes? Quem a dirigirá?
Ao pensarmos em uma reforma política, nós, trabalhistas, ressaltamos logo a importância da participação do trabalhador no processo de transformação do nosso sistema político. O Brasil se encontra, como os demais Estados ocidentais modernos, sob uma democracia representativa, onde o trabalhador é, obviamente, representado, e não participante direto do processo legislativo. Podemos questionar: são os partidos, e consequentemente os parlamentares, representantes autênticos do povo? Se não, como farão uma reforma identificada com os interesses dos trabalhadores?
Vem à tona, portanto, a necessidade concreta de um debate progressivo, participativo e aprofundado acerca da reforma política que se quer fazer, envolvendo todos os setores da sociedade. O trabalhismo – do qual a JSPDT é vanguarda – não pode esquecer do trabalhador nessa batalha. Nosso dever é levantar qual seja o interesse de nosso povo em relação a uma reforma política, e defender e divulgar este interesse, para que não incorramos em algum erro irremediável surgido de alguma cúpula burocrático-partidária sem legitimidade perante a sociedade.
Qual a reforma política que o povo brasileiro quer? A que vem sem debate, embalada, elaborada pelos partidos obsoletos e pronta para ser votada, ou a que surge do debate, da vontade popular e da participação democrática? Eis o questionamento, eis o direcionamento e eis a luta. Nós, que representamos o legado getulista, janguista e brizolista, não nos renderemos ao que não for popular.

*Estudante de Ciências Sociais/UFRGS e militante da Juventude Socialista PDT/Porto Alegre.



É PRECISO FORTALECER OS PARTIDOS

Fábio Melo*

Quantas vezes você já ouviu a seguinte frase: “políticos são todos iguais”. Ou então: “políticos são todos ladrões”. Sem dúvida são frases que reproduzem um sentimento de indignação da população. Mas por outro lado, não correspondem TOTALMENTE a realidade. É evidente que muitos políticos se metem em práticas escandalosas e corruptas. Mas se há indignação na hora de apontar e dizer que “político fulano é corrupto”, é preciso que esta indignação sirva também para mudar a atual situação.
E como mudar?
Muito simples. É preciso fortalecer os partidos. É preciso se dedicar a formar quadros partidários e uma militância com formação ideológica, que não se entregue a esquemas esdrúxulos como o que acompanhamos diariamente nas mídias. É neste ponto que entra a juventude organizada. Ano passado, milhões de pessoas tomaram as ruas revindicando mudanças. Organizações que se dizem “sem partido” estavam junto com o povo nas ruas. E muitos que hasteavam bandeiras partidárias eram hostilizados. Se há uma maneira de mudar a realidade de sua rua, seu bairro, sua cidade, seu Estado e até seu país, essa maneira é participando da política partidária – meio verdadeiramente democrático de mudar alguma coisa. De acordo com a Carta de Lisboa: “partidos e povo organizados constituem, por conseguinte, as duas condições fundamentais para a construção de uma sociedade democrática”. Não se engane com discursos que falam em democracia mas repudiam a participação política partidária!
Por outro lado, é preciso ter consciência da ideologia que cada partido defende. Hoje em dia é comum partidos que são verdadeiras “legendas de aluguel”, seus discursos são vazios de ideologia, dizem que não são “nem de esquerda nem de direita”. Enquanto juventude de um partido político (PDT) não concordamos com isto. Somos de esquerda! Nós da Juventude Socialista do PDT defendemos o trabalhismo como meio para se chegar ao socialismo. Mas não qualquer socialismo, e sim o socialismo brasileiro – chamado de socialismo moreno por Leonel Brizola por representar um socialismo democrático e original adequado às nossas necessidades. Assim, estamos sempre realizando atividades e debates para a formação de novos quadros e lideranças comprometidas com a boa política. Somos o único partido que tem uma história voltada ao povo do Brasil. Somos a esquerda nacionalista cujas raízes vem de longe – da Revolução de 1930.
Não nos rendemos! Ser revolucionário é lutar por um ideal!

* Historiador e militante da Juventude Socialista-PDT Porto Alegre


terça-feira, 2 de setembro de 2014

0

FOLHA TRABALHISTA - setembro de 2014



ENQUANTO VOCÊ FAZ “SELFIE” SEUS DIREITOS SÃO ROUBADOS: A POLÍTICA É IMPORTANTE

Henrique Lemos*

Prezados estudantes, não culpo vocês por não gostarem de política, tenho certeza que seus motivos são óbvios e coerentes. Mas é extremamente necessário fazermos uma reflexão á situação que nos encontrarmos atualmente. E essa reflexão consiste em darmos respostas a fatos que insistem em nos confrontar, mas que por algum motivo não damos tanta importância.
A política baliza tudo que acontece ao nosso redor, desde o ônibus lotado que você pega para ir à aula, às condições da sala que você estuda, o salário de seus pais, o nível de segurança dos locais públicos onde você costuma frequentar tudo tem haver com política. A propósito também faço selfies, usei esse título para chamar sua atenção para o quanto é importante nos interessarmos por política. Para os nossos governantes quanto mais chato se tornar á política para os jovens, mais interessante ficam as coisas para eles. Uma população alienada a todos os assuntos ligados ao governo é um prato cheio na mão dos corruptos.
Sei que temos a sensação que nada vai nos atingir e que nossa juventude se perpetuará para sempre e que em um passe de mágica nos tornaremos ricos e bem sucedidos. Para alguns a sorte poderá até sorrir, mas para a grande maioria o destino está previamente traçado. Posso afirmar categoricamente que se não fizermos nada para mudar esse cenário, o nosso futuro será cada vez mais difícil. Hoje trabalhamos quase que exclusivamente para sustentar esse sistema falho e inoperante. Em geral tudo que você paga, desde um iPhone 5 até um tênis da Nike, metade do valor são impostos que o governo arrecada para em troca lhe dar garantias básicas como: educação, saúde, transporte, segurança, cultura e lazer. Tenho certeza que a essa altura você deve estar pensando: tá bom, mas duvido que eu possa fazer algo para mudar essa situação, mas eu os respondo com total certeza que sim você pode mudar o país, mais do que imagina.
Os responsáveis por nossas políticas públicas estavam a alguns anos atrás na mesma situação onde nos encontramos hoje, ou seja, estudantes cheios de sonhos e objetivos que por algum motivo abdicaram de seus valores mergulhando na ganância e assim esquecendo-se de seus princípios e de pensar no bem comum. Seus pensamentos definem suas ações. Não esperem algum familiar seu ficar doente para sentir o quando a saúde pública é de péssima qualidade. Não espere as pessoas do seu ciclo de amizades serem assaltadas para ver que á segurança é inexistente. Não espere seus pais ficarem desempregados para ver quanto é difícil uma recolocação no mercado de trabalho. Faça parte do teu futuro e do futuro das pessoas, somente através da política ás mudanças serão feitas, busque lutar por teus direitos, a política é importante.



*Militante da Juventude Socialista-PDT de Porto Alegre



NENHUM POLÍTICO TERIA UM DISCURSO CONTRA A EDUCAÇÃO!


Bruno Saldanha*


Aliás, alguém se posiciona contra a educação? Acredito que não! Existem pautas que são consenso, tais como saúde e educação. Mas devemos tomar cuidado quando ouvimos falar em investimento na educação e/ou na saúde. Desde a institucionalização da educação, lá no Brasil Império, já passamos por diversos modelos educacionais e muitas legislações foram (re) criadas com o intuito de universalizar e qualificar a educação. Ainda no campo da educação – que será o foco neste texto –, outro consenso é o de que não houve universalização e nem qualificação! Você deve estar se perguntando por que não atingimos estes dois objetivos...
Primeiro, porque nem a legislação obriga o Estado a universalizar o ensino médio – que não é dever do Estado oferecer vagas para todos os que quiserem estudar (Vide Artigo 4° da LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Segundo, porque não há consenso sobre o que significa qualidade na educação! Existem muitas teorias sobre como a escola deve ensinar e como deve ser a relação entre professores e alunos, o que acaba dividindo muito as opiniões sobre educação. Algumas teorias são mais autoritárias, outras mais democráticas, outras são medianas (nem tão autoritárias, mas nem tão democráticas). Mas o que mais divide os agentes da educação é o objetivo da escola: que “tipo” de cidadão nós queremos formar?
Essa é uma pergunta difícil de responder. Há os que pretendem formar cidadãos críticos acerca da vida social e da sociedade. Mas há os que desejam formar cidadãos para manterem a ordem das coisas. Há os que defendem uma educação que não reconhece o conhecimento que o aluno traz para a sala de aula. Mas há os que acreditam numa educação que reconheça o conhecimento do aluno e que o professor seja o mediador deste conhecimento, interligando conteúdo e realidade do aluno. O aluno pode não ter o conhecimento que tem o professor, mas este aluno com certeza não é vazio de conhecimento.
Portanto, todas as vezes em que vermos as pessoas falando em educação de qualidade, devemos nos questionar o que significa esta qualidade? Significa mais professores em sala de aula? Significa mais salas de aula? Significa mais tempo em sala de aula? Significa mais salário para os professores? Significa modificar o método de ensino? Significa transformar a relação entre professores e alunos? Significa transformar todas estas coisas?
O que, afinal, é qualidade na educação?

*Educador de escola pública, estudante de Ciências Sociais pela UFRGS e militante de esquerda da Juventude Socialista-PDT.



A EDUCAÇÃO PRECISA SER DEBATIDA NAS ESCOLAS

Fábio Melo*

É comum muitas pessoas irem aos jornais transmitidos pela TV para debater sobre educação. Políticos em tempos de campanha sempre falam em educação de qualidade. Mas para você estudante de escola pública ou de cursinho pré-vestibluar o que é educação de qualidade?
Experimente fazer uma busca rápida na internet e veja que partido tem como bandeira central a educação de tempo integral. Que político brasileiro, em toda sua história de lutas, mais realizou pela educação.
Sua busca, com toda certeza irá resultar no nome de um político: Leonel Brizola. E de um partido: PDT. Nós da Juventude Socialista do PDT de Porto Alegre estamos constantemente debatendo sobre educação. Temos como modelo a educação de tempo integral, uma educação voltada para às áreas humanas, com o objetivo de formar um cidadão que tenha pensamento crítico e criativo. Que pense sua realidade e o mundo em que vive. E mais, que desenvolva inteligência e criatividade para mudar. Mas e você na sua escola? Debate a educação com seus colegas e professores? Debate com seus pais?
A juventude clama por mudança. Movimentos estão nas ruas revindcando melhorias nas mais diversas áreas. Mas a mudança que todos querem, também passa por nossas ações diárias. A educação, pode, e deve mudar. E o primeiro passo pode ser dado com o simples gesto de debater este assundo na sua escola, na sua casa, no seu bairro.
TRAGA SUAS IDEIAS PARA A JUVENTUDE SOCIALISTA DO PDT E VENHA CONSTRUIR CONOSCO A EDUCAÇÃO QUE QUEREMOS!

*Historiador e militante da esquerda trabalhista da Juventude Socialista-PDT de Porto Alegre


domingo, 10 de agosto de 2014

0

FOLHA TRABALHISTA - agosto de 2014



É NECESSÁRIO REINVENTAR!


Diego Rodrigues de Oliveira*


O movimento estudantil nunca foi uma vestal pura e livre das artimanhas politiqueiras das estâncias burocráticas partidárias, como alguns tentam maquiar. 
Também nunca foi tão omisso do destino de nosso povo, como vem semostrando nos últimos 15 anos desde que a “juventude” de alguns partidos ocupou a direção das principais entidades. Aquele movimento estudantil, que atuava na vanguarda das transformações sociais do país, com paixão, não é mais o mesmo. Não dialoga, não constrói bases e, no entanto,  muitos falam reproduzindo discursos fantasiosos, irracionais e não-históricos, de como romper com a inércia que se instalou nesse movimento. Fingem abraçar bandeiras e conceitos, cunhados por grandes intelectuais da educação brasileira, mas suas práticas de atuação nos congressos das entidades, rompem com os discursos demudança. Darcy Ribeiro, falava com entusiasmo da "reinvenção do Brasil" a partir da educação, superando o pensamento único e criando um modelo que não seja fruto dessa lógica desigual do capital,  mas sim, semente de uma nova realidade social.
Viva a"nossa" UNE, viva a UNE verdadeiramente popular .

“Fracassei  em  tudo  o  que  tentei  na  vida.
T entei  alfabetizar  as  crianças  brasileiras,  não  consegui. 
T entei  salvar  os  índios,  não  consegui. 
T entei  fazer  uma  universidade  séria  e  fracassei. 
T entei  fazer  o  Brasil  desenvolver-se  autonomamente  e  fracassei. 
Mas  os  fracassos  são  minhas  vitórias. 
Eu  detestaria  estar  no  lugar  de  quem  me  venceu”
(Darcy  Ribeiro)


E vocês? Querem estar ao lado de quem venceu ou de quem tenta fazer um movimento estudantil Democrático e Popular?

*Graduado em História pela Universidade Federal de Pelotas. 




GETÚLIO VARGAS: UM ESTADISTA DE ESQUERDA

Fabio Melo*
Jonathan Vargas**

No dia 24 de agosto nós da Juventude Socialista/PDT lembramos do maior estadista do Brasil: Getúlio Vargas. Ele saiu da vida para entrar na história; e mesmo em vida já havia marcado profundamente a história do nosso país. Sem dúvida, falar sobre este personagem tão importante, requer um texto mais amplo e mais abrangente, mas escolhemos alguns pontos para objetivar este artigo e permitir que o leitor busque por conta própria mais aspectos sobre a vida de Vargas e como ele transformou a nação brasileira com seu legado.
Getúlio Dornelles Vargas, nascido no dia 19 de abril de 1882, na cidade de São Borja, foi filho de um General – que lutou na Guerra do Paraguai (Manuel do Nascimento Vargas) – e um político de destaque no Rio Grande do Sul. Ganhou projeção nacional durante a campanha precidencial de 1930 contrapondo as velhas práticas políticas da República Oligárquica. Derrotado nas urnas, seus aliados políticos alegaram fraude (que realmente houve) e iniciou-se um processo de revolução política. Inicialmente a Revolução de 1930 seria apenas um movimento entre as elites. Mas durante as operações não apenas militares, mas também civis, profissionais liberais e trabalhadores apoiaram os revolucionarios. Em outubro de 1930 o movimento revolucionario foi vitorioso e Getúlio se tornou o chefe da nação. E o que antes parecia uma disputa entre elites de fazendeiros, mostrou-se o início de uma nova fase na história brasileira. Vargas como presidente incentivou a indústria, as leis sociais do trabalho, o voto da mulher e a criação de sindicatos.
Em 1937, as disputas entre integralistas (extrema-direita) e comunistas (esquerda eurocêntrica e pouco vinculada às necessidades brasileiras), obrigou Vargas a tomar medidas extremas. Em novembro decretou o Estado Novo que durou até 1945. Embora este período fosse um período de restrições, foi em 1942 (em pleno Estado Novo) que se instaurou a CLT: as leis do trabalho que ainda regulam os direitos e deveres de trabalhadores no nosso país. Em 1945 veio o fim do Estado Novo. Getúlio, nesta época, era amado (principalmente por sindicalistas e operários) e odiado por alguns setores empresariais (que o próprio Vargas estimulou com a sua política industrializante).
Enquanto o país se orgnizava em bases democráticas, elegendo deputados para redigir uma constituição em 1945, Vargas decidiu criar um partido chamado Partido Social Democrático. Pelo nome do partido ele seria inspirado em doutrinas socialistas e de social-democracia, mas Vargas percebeu que o partido que criou estava sendo tomado pelos antigos burocratas e empresários, ambos de tendências conservadoras e que não davam espaço para os trabalhadores (a elite nunca perdoou Vargas pelas leis do trabalho – CLT). Neste sentido, Vargas deciciu criar um partido somente para esses setores operários que ganhavam cada vez mais força nas cidades, assim foi criado o Partido Trabalhista Brasileiro (o PTB – que não tem nada a ver com o PTB de hoje, somente o nome). O PTB, entre 1945 e 1950, conseguiu agregar muitos setores da esquerda nacionalista, inclusive alguns estudantes, como foi o caso de Leonel Brizola, e intelectuais, como Alberto Pasqualini (encarregado de elaborar a ideologia do trabalhismo brasileiro).
Nas eleições de 1950, Vargas é eleito presidente; a voz do povo foi mais forte nas urnas. As forças da esquerda nacionalista estão do seu lado. As forças conservadoras e liberais, encabeçadas pelo partido UDN, são contrários a Vargas – até mesmo discutindo a possibilidade de golpe para impedir que Getúlio fosse empossado. Vargas governa o Brasil de forma democrática. Neste segundo governo Vargas (1951-1954) foram criadas as grandes estatais brasileiras: a PETROBRÁS, o BNDES e foi criada a proposta da ELETROBRÁS (que só foi criada de fato no governo de João Goulart em 1962, seu projeto foi boicotado no governo Vargas). Além do que, Vargas istituiu o aumento de 100% do salário dos trabalhadores – o que provocou a raiva do empresariado e a demissão do ministro João Goulart.
A oposição udenista (da UDN) e os demais setores conservadores, lacaios do capitalismo estrangeiro, não queriam que o Brasil fosse um país independente. Segundo o próprio Vargas, não queriam que o povo fosse independente. Assim, iniciou-se uma verdadeira campanha anti-Vargas, pela imprensa – sob o controle da direita golpista. Até hoje notamos que os jornais e as redes de TV são conservadores e reacionários. No dia 24, Vargas, pressionado pela direita e até pela esquerda eurocêntrica, deu um tiro no próprio peito. Sua morte foi seu último gesto político: impediu um golpe militar. A população, comovida com a morte do “pai dos pobres”, foi as ruas, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre os jornais golpistas foram invadidos pela população em revolta. O povo sabia, e a Carta Testamento de Vargas atestava, quem eram os inimigos do povo brasileiro.
Ao contrário do que muitos pensavam, a morte de Vargas não enfraqueceu o trabalhismo, mas deu a ele uma força revigorante. Lideranças como Brizola e João Goulart, despontaram no cenário nacional e internacional. No início dos anos 1960, as Reformas de Base representavam um amplo projeto de nação que beneficiava os mais necessitados. Os setores conservadores, mais uma vez recorreram ao golpe. Em 1964, o golpe contra o trabalhismo deu fim a implantação das Reformas de Base. Iniciou-se a ditadura mais violenta e cruel da história do Brasil, uma ditadura contra os trabalhadores, contra os movimentos rurais e contra a bandeira trabalhista.
Demorou mais de 15 anos para que o trabalhismo voltasse a se organizar. Brizola, um dos herdeiros de Vargas tentou retomar o PTB, mas uma manobra do regime militar, deu a sigla para um grupo conservador. Brizola, os trabalhistas e os socialistas fundaram então o Partido Democratico Trabalhista, o único e verdadeiro continuador da herança de Getúlio.
Amado por uns, odiado por outros, Vargas é, sem sombra de dúvida, o mais importante estadista do século XX. Seu legado fez de políticos, como o próprio Brizola, representar o mais radical projeto de esquerda para o país. O trabalhismo autêntico, do PDT, é o verdadeiro legado de Vargas. E einda hoje o país carece de reformas que dêem a seus cidadãos a verdadeira justiça social que tanto necessitamos.

O TRABALHISMO É O CAMINHO BRASILEIRO PARA O SOCIALISMO!

*Historiador e militante da esquerda trabalhista da Juventude Socialista de Porto Alegre.
**Bisneto de Getúlio Vargas, estudante de Direito pela PUCRS e de Políticas Públicas pela UFRGS, militante da esquerda trabalhista da Juventude Socialista de Porto Alegre.




GETÚLIO E A CLT: UM LEGADO PARA DARMOS CONTINUIDADE

Bruno Saldanha*

No mês em que a morte de Getúlio Vargas completará 60 anos, é preciso que nós, trabalhistas, reflitamos o nosso papel na sociedade atual, enquanto defensores dos direitos dos trabalhadores. Num momento em que os trabalhadores mantinham relação de trabalho similar à escravidão, Vargas deixou o seu maior legado em favor dos trabalhadores: a CLT!
Nela, foram garantidos muitos direitos dos quais os trabalhadores lutavam, mas que nenhum político do café-com-leite havia cedido. Em conversa com qualquer pessoa mais velha, que tenha vivenciado a efetivação da política de Vargas, fica evidente a importância e as boas lembranças desta época, uma época em que o trabalhador foi colocado como prioridade no processo de avanço econômico e social do país.
Jango deu continuidade neste processo, implantando o benefício do décimo terceiro salário aos trabalhadores. Infelizmente a política de Jango não pôde ser efetivada, justamente por ter um caráter popular e trabalhista, com suas reformas na estrutura política, devido a um golpe civil-militar, que este ano completa 50 anos, e que nos deixou muitas marcas conservadoras e autoritárias, impedindo muitos avanços para o nosso país.
É nesse contexto que a Juventude Socialista de Porto Alegre entende a necessidade de repensarmos as questões trabalhistas, no sentido de adaptarmos os direitos dos trabalhadores às necessidades e realidade atuais. Pouco se avançou após o período de Jango, mas cabe ao PDT ser vanguarda no processo de retomada da revisão da CLT e do avanço nos direitos trabalhistas, como a redução da jornada de trabalho, as relações entre empregador e empregado, salário mínimo, entre outros. Não basta vivermos de lembranças e homenagens, sem que se leve para a prática o legado que nos foi deixado por nossos líderes. Aproveitemos este ano simbólico para refletirmos o quanto estamos engajados na continuação dos projetos de Vargas, Jango e Brizola!

* Estudante de Ciências Sociais pela UFRGS, educador de escola pública e militante da esquerda trabalhista da Juventude Socialista do PDT.


terça-feira, 1 de julho de 2014

0

FOLHA TRABALHISTA - julho de 2014

A Juventude Socialista de Porto Alegre, lança o segundo número do jornal "Folha Trabalhista".


A primeira edição do jornal (em junho) foi um sucesso. A JS distribuiu os exemplares nos gabinetes dos deputados e vereadores. Na sua segunda edição, esta prática também ocorreu e a JS sempre que lançar um novo jornal vai passar na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa, procurando expor as ideias principais do jornal e debater com deputados e vereadores sobre política e cobrando de forma enérgica os nossos compromissos trabalhistas. Nos próximos meses, a JS vai passar em escolas e na prefeitura.
A edição de julho traz textos de Bruno Saldanha e de Fábio Melo.

Confiram!!!



                                                    



FOLHA TRABALHISTA

JORNAL DA JUVENTUDE SOCIALISTA/PDT-PORTO ALEGRE - Julho de 2014



AS ELEIÇÕES DE 2014 E A JUVENTUDE


Fábio Melo*


Mais um ano de eleições. Em outubro temos todos a obrigação de comparecer às urnas e votar de forma consciente. Mas em quem votar? Que projeto hoje em dia representa os verdadeiros ideais trabalhistas? Que projetos representam, nestas eleições, a continuidade da luta de Brizola?

Ao que parece, nem mesmo os nossos candidatos trabalhistas do PDT representam algo de novo. Precisamos estar a esquerda do processo, sem qualquer tipo de “terceira via” tecnocrata, ou “esquerdismo oportuista” que se proliferam nos discursos de políticos amorfos. Dizem eles: “vamos manter isso, mas precisamos controlar a inflação” - é um discurso vazio, na medida que só fala da superfície; é preciso debater as estruturas mais profundas da desigualdade social.

Não se debatem mais projetos de nação. Não se fala mais em reforma agrária, numa época em que os movimentos sem terra e outros ainda lutam para poder ter seu chão e sua dignidade; e pior, enquanto o agronegócio aparece como “salvador da pátria”. Não há terras para todos neste país continental? Se os Estados Unidos fizeram uma reforma agrária há mais de 150 anos, porque nós no Brasil ainda não? Não se discute reforma urbana, enquanto movimentos sem teto lutam contra a especulação imobiliaria; Será que não há espaços para moradias populares nos centros das cidades? Até quando vamos manter esta segregação urbana? Não se fala em reforma na educação, exatamente quando alguns índices (inclsive internacionais) mostram que nossas crianças e adolescentes tem dificuldades na escrita e na interpretação e, ainda pior, não sabem ser criativos. Não se fala em internet livre e gratuita, enquanto cada vez mais somos obrigados a estar conectados nas “redes sociais virtuais”.

O que há com nossos políticos, mais preocupados com o marketing eleitoral e tempo de tv na propaganda do que com projetos? Que há com nossos políticos que se preocupam com em manter a imagem de “bom moço” e não debatem mais seriamente? Eles tem medo?

Se eles tem medo ou receio, nossa Juventude não pode ter. Temos que ser a vanguarda, temos que ousar. É nosso dever ir atrás dos candidatos de nosso partido, um por um, e cobrar deles projetos de nação; projetos que realmente mudem a realidade de nossa cidade, Estado e país. Temos que ser radicais, e radicalizar até alcançar nossos objetivos. Ou inventamos ou erramos... Nossa obrigação é de fazer pressão ao conservadorismo dos políticos de nosso próprio partido. 
Viva o brizolismo de esquerda!

*Historiador e militante da esquerda trabalhista da Juventude Socialista do PDT/Porto Alegre



DE QUE LADO O TRABALHISMO SE COLOCOU NESTA COPA?


Bruno Saldanha*


Desde o ano passado, em que a população – para além dos militantes políticos – foi às ruas protestar contra tudo o que está errado no cenário político, reivindicando melhores condições nas áreas em que consideramos direitos básicos, como saúde e educação, esta última tendo sua bandeira altamente levantada, um dos pontos principais para o ápice do esgotamento popular foi a realização da Copa do Mundo em nosso país. Podem-se fazer inúmeros apontamentos contra e a favor, mas uma opinião foi praticamente unânime – ao menos do ponto de vista popular: o Brasil tem muitas coisas mais importantes para se preocupar!

Os comentários nos ônibus, nos hospitais, nas comunidades, nas escolas públicas e em qualquer local de circulação dos trabalhadores, do povo que mais utiliza os serviços públicos e sofre com os mesmos, sempre direcionavam a um sentimento ambivalente: o amor pelo futebol e a decepção com a realização de um evento tão importante em um país tão precário! Este sentimento levou o povo para as ruas e fez com que refletissem para além do esporte: pensar o que a Copa do Mundo nos trouxe e qual será o seu legado?

Nas escolas não foi diferente. As escolas e professores buscaram a revitalização do patriotismo, mascarando, muitas vezes, os problemas que a copa do mundo trouxe. Como professor, me parecia que a qualquer momento se tornaria rotina (novamente), durante a realização da copa, os alunos cantarem o hino do Brasil antes de entrarem para as salas de aula. Não acho negativo o sentimento nacionalista – muito ao contrário –, mas buscar este sentimento em um momento tão profundo para estas crianças e suas famílias, é um tanto ingênuo. As famílias de escolas públicas, trabalhadores, têm muitas preocupações tão mais importantes e imediatas, como a alimentação, a saúde, a mudança do ambiente de moradia (removidos em função das obras da Copa do Mundo), entre tantos outros, que é difícil fazer com que vejam positivamente a realização do evento, que, mais do que nunca, está tão distante da sua realidade! A reflexão que as escolas poderiam instigar nos alunos seria muito mais positiva se não tivesse tamanha carga de imposição de um sentimento que não faz parte da classe trabalhadora – e não falo somente em classe econômica, mas cultural também. A busca do conhecimento, baseado nas vivências do aluno, não tem se feito presente nas escolas, e isso é o que mais tem sido motivo de fracasso no processo de aprendizagem. Não seria diferente com esta busca pelo patriotismo, nesse momento!

Por isso, e muitos outros motivos, a copa não foi para os mais de 50% do povo brasileiro, mas da parcela menor, que ganha salários maiores que 5 mil reais (um luxo em um país com tamanha desigualdade social e econômica)!

A questão que deve ser refletida, enquanto defensores do trabalhismo de Brizola, é a seguinte: para que (m) a Copa do Mundo serviu?
* Estudante de Ciências Sociais na UFRGS e militante da esquerda trabalhista da Juventude Socialista do PDT

domingo, 1 de junho de 2014

0

LANÇAMENTO DO JORNAL "FOLHA TRABALHISTA"

A Juventude Socialista de Porto Alegre, lança o jornal "Folha Trabalhista".

O jornal terá, inicialmente, publicação mensal e já inicia sua trajetória trazendo textos dos militantes Fábio Melo e Jonathan Vargas; além de 12 pontos da Juventude para um governo trabalhista - devido as eleições que se aproximam.

Confiram a primeira edição da Folha Trabalhista.


FOLHA TRABALHISTA

JORNAL DA JUVENTUDE SOCIALISTA/PDT-PORTO ALEGRE - Junho de 2014



BRIZOLA FOI EXEMPLO DE LIDERANÇA, DE VIDA E DE CIDADÃO ÍNTEGRO.

Jonathan Vargas*
Impossível falar sobre trabalhismo, legalidade, ditadura militar, Partido Democrático Trabalhista, CIEPs, Sambódromo – não que estes momentos e realizações tenham protagonizado seus únicos feitos, porém os mais emblemáticos –, sem lembrar da figura de Leonel de Moura Brizola. Após um ciclo de 10 anos que se completa da morte de nosso último caudilho (precisamente no dia 21/06/2014), cabe também a nós, da Juventude Socialista do PDT, fazermos a reflexão sobre a perda desta referência tão significativa. Afinal, o que a morte de Brizola representa para a nação brasileira?
Em tempos de Copa do Mundo e de manifestações pelo país, fica clara a grande falha atual na representatividade das nossas instituições. De maneira geral, existia uma grande expectativa de melhorias no país ao longo da evolução do período pós-­ditadura. Contudo, ainda pecamos em tantos aspectos emergentes: como da falta de priorização na formação da educação básica, no maior investimento necessário em justiça social e no oferecimento de serviços públicos com melhor qualidade – o povo justificadamente não quer somente a democracia através do voto, também quer participar e ser ouvido!
Sendo assim, os partidos e agentes políticos, mais uma vez na história, são fundamentais para modificar este quadro – devem mostrar a que vieram, por que existem(!?), uma vez que carregam enorme responsabilidade do problema sob a ótica da população – a resposta deve ser breve. Nesse sentido, fazem muita falta pessoas de atitude como Brizola, já que poucos personagens como ele resistiram aos “interésses” internacionais e não se dobraram diante dos grupos financeiros e das grandes corporações. Em seu período de governo criou-se milhares de escolas, encampou-se empresas estrangeiras, deu-se seguimento a um projeto da velha guarda desenvolvimentista, hoje esquecido. Brizola foi exemplo de liderança, foi exemplo de vida, foi exemplo de cidadão íntegro. Dentro e fora da política ainda podemos aprender com a sua trajetória.
Nós, da juventude socialista, temos a compreensão de que há muito no que progredir. Faça da sua vontade de mudança, o combustível para lutar por maior dignidade de vida às minorias, aos humildes, aos desamparados, por maior justiça social e pelo avanço das causas trabalhistas. Com a tua colaboração, a verdadeira esquerda – o Trabalhismo – renova-se e ajuda a escrever a história do Brasil.



Avante juventude!

*Bisneto de Getúlio Vargas, estudante de Direito pela PUCRS e de Políticas Públicas pela UFRGS, militante da esquerda trabalhista da Juventude Socialista de Porto Alegre.





QUE FAZER?

Fabio Melo*
Há mais de 100 anos, o líder bolchevique Vladmir Lenin escreveu um livro chamado “Que fazer?”. Nessa obra, o grande teórico da Revolução Russa esboçou críticas ao movimento social-democrata e ao movimento revolucionário. Tomo emprestado este título apenas para escrever este pequeno artigo. As realidades históricas do Russia no início do século XX e do Brasil no início do século XXI, são completamente diferentes. Proponho a reflexão dos nossos camaradas de Juventude Socialista, para a ação política. 
2014 é um ano emblemático: 10 anos sem nosso líder Leonel Brizola; 60 anos sem Getúlio Vargas, o maior estadista de esquerda do Brasil; 50 anos de golpe militar, um golpe contra o projeto trabalhista do governo Jango. 2014 iniciou com o rastro dos movimentos de junho/julho do ano passado. Creio que não só a nossa juventude organizada, mas toda a juventude do país aprendeu algo com este movimento. Independentemente das facções que participaram dos protestos, ficou claro que a organização e que as bandeiras de luta ainda estão vivas – mesmo que muitas não sejam perceptíveis a primeira vista. O que precisamos fazer é colocar nossas bandeiras na rua. É preciso estar nos lugares. É preciso ação! A copa do mundo da FIFA está nos estádios, enquanto nas ruas os rodoviários, os municipários, os professores, os sem teto e sem terra, lutam por melhores condições de vida e por justiça social. Qual o papel da nossa Juventude diante destes movimentos?
Que vamos fazer durante as eleições que se aproximam? Vamos fazer campanha como seres acéfalos, sem qualquer tipo de participação ativa? Ou vamos participar cobrando dos nossos candidatos nossas autênticas bandeiras trabalhistas? Que vamos fazer a respeito das disputas entre índios e pequenos agricultores, que deixam intatos os latifúndios improdutivos? Que vamos fazer a respeito do transporte público, que é um problema que nenhum governo projeta resolver a médio e longo prazo? Que vamos fazer em defesa da moradia daqueles que não tem um teto para chamar de seu?
São perguntas cujas respostas devem ser forjadas ao longo da caminhada, no calor da luta. Como diz um dilema zapatista: “a história não passa de rabiscos escritos por homens e mulheres no solo do tempo, os medíocres apenas leem estes rabiscos enquanto os lutadores passam o tempo todo escrevendo páginas, os excluídos não sabem escrever...ainda”. Vamos a luta Juventude!

*Historiador e militante da esquerda trabalhista da Juventude Socialista de Porto Alegre.



12 pontos para um governo trabalhista


A Juventude Socialista/PDT de Porto Alegre, tem a plena convicção de que o ano de 2014 é um ano de lutas sociais que se refletem na esfera política. As eleições, a copa, as greves, não somos alheios a estes movimentos. Muito mais do que atuantes e defensores de nossas bandeiras nesses processos, queremos também contribuir para solução dos problemas que apontamos. 

Após anos sem lançarmos um candidato ao governo do Estado, o PDT tem a oportunidade de fazer diferente com sua candidatura própria. Sabemos bem das dificuldades de qualquer governo; em tempos de “governabilidade”, ideologias são jogadas na lata do lixo!
Sendo assim, e sabendo do nosso papel atuante enquanto juventude partidária, queremos disseminar nossas propostas para um governo trabalhista.


1 – Ampliação da UERGS, oferta de mais cursos, de vagas e de estrutura predial para acomodar de forma adequada os alunos.

2 – Questão agrária. O governo deve realizar a reforma agrária no Estado.

3 – Desmilitarização da Brigada Militar e criação de unidades de segurança em cada bairro, descentralizando o serviço.

4 – Extinção da “dívida” do Estado com a União.

5 – O governo do Estado deve estar na vanguarda da luta para o municipalismo.

6 – O governo deve fazer um levantamento das escolas e construir com a Juventude um Plano Estadual de Educação, que englobe as propostas de tempo integral, ouvindo professores e sindicatos para implementar o plano, substituindo o atual “ensino politécnico”. E chamando imediatamente todos os aprovados em concurso.

7 – Pagamento imediato do piso dos professores.

8 – O governo deve reduzir salários acima de 10 mil para 5 mil. Além de propor a Assembleia Legislativa que todos os salários de cargos públicos acima de 10 mil também se reduzam. E fim de Ccs excessivos.

9 – Reestruturação da saúde pública, criando nas cidades unidades de saúde que tenham todas as especialidades e especialistas para tratamento de todas as doenças e na sua prevenção. Acabando com a “ambulanciaterapia” e “onibusterapia” e/ou seus similares.

10 – Encampação do transporte público. O Estado deve ser o único responsável pela manutenção e boa qualidade dos transportes. Evitando longas esperas em horários de pouco movimento, o que acaba elevando a demanda nos horários de grande tráfego, congestionando ainda mais o transito nestas horas.

11 – Internet livre e gratuíta em todo estado. Um passo a frente ao já aprovado marco civil.

12 – Fim da terceirização dos serviços públicos!